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domingo, 3 de outubro de 2010

Rodando!

Aí galera!! Esse final de semana rodamos mais um curta do nosso longa!
Uma história "caliente" que contou com a presença ilustre de Ana Luiza Pires, Ligia Souza Oliveira, Uyara Torrente, Vivian Schmitz, Rubia Romani, André Senna, Tainá Pires, Marco Aurélio e Beatriz Pires Santana.
Já já postamos algumas fotos.

Débora Vecchi


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

...

É como se eu estivesse começando de novo.

Começo de novo. E vou começando sempre em busca de alguma coisa.

Com que eu me preocupo?

O que eu quero aqui?

Porque faço isso?

Porque eu tenho tantas perguntas que parecem não ter se quer um início de resposta?

A cada novo começo eu me proponho "ir".

Não sei de que maneira, nem pra onde, mas eu sei que quando eu for, quando eu estiver lá, algo terá se transformado dentro de mim.

Sei que transforma, não sei explicar..ainda não.

Hoje eu tive um sonho que mexeu comigo muito. Aquele tipo de sonho que a gente consegue ver os detalhes como na vida. E tudo nele era ruim e estranho. Em um determinado momento havia um buquê de flores vermelhas que passava na mão de todos. Eu queria muito pegá-lo, mas eu estava num canto chorando. E quando o buquê estava na mão do último, eu corri enlouquecida mente e consegui chegar a tempo de pegá-lo nas mãos. Hoje quando acordei, contando esse sonho, me disseram assim: "De um modo geral, sonhar com o que vc sonhou nunca é bom presságio... mas esse buquê de flores repassando entre pessoas, é muito, bom. E vc chorando querendo pegar e conseguindo é melhor ainda. teremos novidades boas brevemente."

O que isso significa? Acho que não significa.

Transforma. Eu ouvi isso e sorri. Como ontem quando eu caminhava. Eu olhei pra cima, e sorri. Um sorriso interno, quando vc sente que vive e que a vida vai te mudando em doses homeopáticas...cuidadosamente...te levando pra onde você deve ir.

Débora Vecchi

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Pensar Imagens

Ontem, 21 de setembro, nos encontramos para esquentar a conversa no microondas
E daí rolou todo aquele corriqueiro papo de três horas de duração, sobre as mudanças ocorridas no trabalho, as mudanças ocorridas conosco... afinal já estamos há dois anos nessa empreitada cinematográfica.Num determinado momento entramos no assunto "próximo passo", ou seja, muito bem o que vamos filmar agora?
Nisso fomos falando, falando, falando sobre uma possível idéia jogada pelo Bruno e no fim o placar ficou no "zero a zero"... Perda de tempo? Creio que não, apesar de termos alguns roteiros numa fila de espera para filmar, concordamos que estamos num pique de fazer na hora, uma coisa bate-pronto, sem confundir com fazer de qualquer jeito, apenas não queremos gravar algo preso ao texto, então saímos do encontro com a tarefa de rascunharmos cenas.Aí que rola uma questão muito sensível em relação ao roteiro. Sou ator com formação e experiência em teatro, e por conta disso com o passar do tempo fui me aventurando na dramaturgia. Escrever pra teatro passa específicamente por pensar o palco, ou o espaço cênico e o que nele se vai falar, ou seja, eu preciso pensar a palavra (verbal/corporal) no palco. Escrever pra cinema passa por outro caminho, você precisa pensar imagens, afinal o contato com o público é completamente diferente, é outro veículo, outra linguagem específica.Eu sei que pra mim é bastante estimulante conversas como a que tivemos pois eu acabo formando imagens sobre possibilidades de cenas e enfim a criação artística em geral sempre passa pela imagem, a visão captura e tudo que nos preenche individualmente transforma essa memória da imagem em algo nosso, em material de trabalho, acho que nesse sentido essa matéria-prima sempre vai variar de artista para artista de acordo com sua cultura, seus referenciais, sua percepção de vida, de mundo...
Então estou aqui racunhando cenas e aguardando nosso próximo encontro para juntarmos peças e sair filmando por aí... (rsrsrsrs até parece romantismo hehehe)
Gessé Malmann

quarta-feira, 28 de julho de 2010

NOSSO TRABALHO "a vontade essencial de realizar uma obra de arte"


Eu sempre fui meio atrasado pra fazer as coisas, sempre demoro.

Levei 20 anos pra dar um beijo em alguém, demorei pra me decidir sobre rumos, trabalhos, estudos... Sempre fui lento pra me estabelecer.

Eu sou sempre bastante quieto, quase mudo, isso é da minha natureza e me deixa bastante desconfortável em muitos momentos, eu sentia isso durante as filmagens anteriores, sabe essa coisa de “aquele cara não tem muito a ver com nada”, pois é, não que eu tenha começado a falar mais do que de costume e nem que toda equipe de trabalho deva ser unida e harmoniosa (vide seleções da Copa) mas me senti muito contente em realizar esse projeto e essa gravação especificamente me satisfez muito; a seqüência de cenas me ajudou na criação e a medida que fomos filmando fui melhorando e acho que pela primeira vez me senti aquecido em interpretar pra cinema. A segunda cena foi bastante longa e muito íntima para todos, pois passamos longo tempo num pequeno quarto.

Bruno e Débora trabalharam juntos numa produção com mais equipe e tals e eles têm mais facilidade de estarem em contato. Eu não moro em Curitiba, não ando pelos barzinhos, não mostro muito a cara, sou bicho do mato, e ainda me sinto estrangeiro na cidade grande sempre com muita gente ao redor.

Nos encontramos após a tediosa final da Copa 2010, preparamos um roteiro rápido onde a única coisa definida era que seria um casal rocker, tínhamos o figurino e saímos filmar.

Essa equipe que montamos junto com Eugenia e Rosano entrou num pequeno Fiesta e rodamos a cidade inteira e aos poucos fui finalmente entendendo o NOSSO TRABALHO e o que ele importa e significa pra mim; não está necessariamente na marca, na estética, na produção ou qualquer outro mecanismo externo, nosso filme tem Valor porque expõe a Vontade essencial de Realizar uma obra de arte, e a ação de cada pessoa dessa equipe está inteiramente disponível ao filme, nós estamos fazendo algo com aquela paixão de fazer algo próprio e principalmente prazeroso, onde a curtição de Fazer junto é o que conta. Isso combina com o lema Do It Yourself dos punks que brincamos de ser nessa gravação. Esse contato com a obra que você realiza é o canal mais interessante durante o processo de gravação e como nosso filme é feito em doses homeopáticas a cada novo encontro dá pra brincar de lembrar o que foi feito e agrupando a quantidade de energia que a gente já desprendeu pra Fazer, Fazer e Fazer da melhor maneira. Devo estar meio atrasado, mas acho que me sinto em casa agora, me sinto mais parte tanto desse time, quanto desse trabalho. Diversão, solução sim.



Gessé Malmann

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Voltamos!




Ontem voltamos a filmar.
Agora que estamos todos "desocupados", resolvemos gravar mais uma parte antes das férias.
A idéia inicial era um curta de fotos. Para juntar com a gravação de um áudio que fizemos no início do ano. Depois acrescentamos a utilização de vídeos tbm, pra não ficar muito sem graça...imagina 7 minutos de áudio com imagens estáticas?!
E por fim, ontem quando o Bruno chegou aqui em casa para começarmos a labuta, ele veio com uma BOMBA! Mudamos tudo. SIM, TUDO! rsrsrsr
Virou uma outra coisa. O Bruno pensou algo, que eu havia pensado muito tbm: o áudio era muito diferente dos personagens que criamos. Eu tava preocupada, mas até achei que rolava. Fiz uma lista de algumas cenas, umas imagens. Aí o Bruno chegou com a BOMBA. Ele tbm achava isso, e disse que o áudio tinha ficado muito experimental, que teria que ser um outro roteiro pra encaixar melhor.
No fim das contas mudamos tuuudo. Ele trouxe uma história, mais linear e não seria mais composto de fotos, as fotos vão entrar sim, mas de outra forma...(não vou entrar em detalhes pq é surpresa né!?) Nossa, difícil explicar todo esse processo!
Gravamos. Acho que vai ser lindo! Eu e Gessé nos entregamos pra valer, e já vi umas cenas....a história é bem forte, o visual do casal meio rock, meio punk, ficou bem diferente de todos os roteiros anteriores. Vamos aguardar...mais a coisa tá indo gente!!!

Débora Vecchi

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Mary Poppins...

Enquanto aguardamos a pizza meia palmito e meia portuguesa passo a comentar brevemente um pouco o que foram as filmagens do curta do cadeirante.

Dizer que era uma equipe reduzida é pouco. Dava pra contar os integrantes (entre eles os atores) com os dedos da mão.

No primeiro dia o ponto de encontro foi a apartamento da Débora e Rosano. Eu particularmente não participei do encontro dentro do apartamento devido à presença de dois dos integrantes da família deles (dois “adoráveis” felinos), mas dava pra escutar tudo perfeitamente desde as escadas do prédio. Quase prontos para começar as filmagens fizemos uma parada no supermercado onde carregamos energias.

As filmagens na casa da tia do Bruno foram super tranqüilas. Os planos foram filmados quase que na ordem do roteiro e com um máximo de três takes por plano (exceção a regra: cena que a Mulher, Débora, sai da casa, em breve ou não tão breve compreenderam de que estou falando). Mesmo sem horários a cumprir conseguimos filmar tudo no prazo certo alem de ganhar, por parte da família de Bruno, um perfeito churrasco inesperado!

O segundo dia de filmagens foi bem rápido e simples. Locação: posto de gasolina. O único dispensado do dia foi o Gessé que não aparecia na cena, o resto da equipe estava ali. Tínhamos pra filmar uma única cena com aproximadamente uns três planos. Em menos de três horas conseguimos não só filmar tudo, mas até assistir o que tinha sido filmado nos dois dias.


Ótimas filmagens, ótimo resultado, o único que faltou... a pipoca!



Eugênia Castello (assistente de direção)

terça-feira, 6 de abril de 2010

Olá pessoas!! Bem, o longa vai dar uma pausa...de leve! Nosso diretor estará muito ocupado por esses meses, rsrsrrs. Retornaremos em julho!
Enquanto fazemos essa pausa para o intervalo, vai aí um vídeo maneiro que achei. É sobre um filme que estreou em março "Histórias de amor duram apenas 90 minutos" de Paulo Halm. Ainda não assisti o longa...mas esse vídeo é ótimo, e também fala sobre relacionamento...rsrsrsr
Assistam, vale a pena. E pra quem quiser saber mais sobre o longa entrem no site http://revistatpm.uol.com.br/tv-tpm/dr-na-tela.html
Até.



Débora Vecchi

quinta-feira, 4 de março de 2010

meia palmito, meia portuguesa...

OPA!!!

Hoje temos uma reuniãozinha básica (eu, gessé e débora) para conversar sobre o próximo curta a ser gravado, cheguei mais cedo e enquanto espero estou aproveitando para escrever esse post. Esse também é idéia/roteiro/pira da Débora (essa mulher desandou a escrever agora!!!). Basicamente a estória é sobre uma mina que se apaixona por um entregador de pizza, "o seu entregador de pizza". Mais um curta barato, rápido e delicioso como pipoca de microondas, ou pizza...

em breve mais notícias do front!

Bruno de Oliveira
(diretor)

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Revendo

Volto a escrever para comentar as novidades do nosso filme, que agora finalmente já tem título ESTÓRIAS DE MICROONDAS!!
No final do ano passado gravamos dois curtas, um bem rápido, que brincamos dizendo que foi nosso curta de “época”, hehe... Porque mostra uma opinião sobre um tipo de pensamento masculino e porque o visual ficou meio anos 80, acho. Finalmente usei um figurino que sempre gostaria de ter usado, uma camisa de futebol, e das mais inusitadas, Dá-lhe Paysandu!!!

Fizemos também um outro curta em que eu fazia um cadeirante.
Nossa! Não é nada confortável a situação de dependência para se locomover. A idéia é de que meu personagem estava nessa condição a pouco tempo e ele se mostra bastante amargurado ao encarar a situação.





Esse ano, já engatilhamos mais duas idéias para gravar antes de abril; e o mais proveitoso é que são dois roteiros bastante diferentes dos demais, mantendo nosso plano de poder fazer histórias curtas com bastante diversidade de “mundos”
Eu já nem lembro ao certo como começamos, as vezes parece que faz algumas semanas e as vezes parece que é um projeto de uma década. De certo modo o filme está crescendo, pelo menos meu confronto com as filmagens têm se tornado mais “sérias ou graves”... É como se no início houvesse apenas aquela vontade de fazer, sem muita conseqüência e agora a noção de realização de um longa metragem torna-se mais presente e a tomada de atitudes em relação as ações ficam mais “precisas”.
Queremos também filmar mais material, mesmo que depois nem tudo sirva para o produto final. Que loucura!!! Isso requer mais tempo e mais trabalho...
Uma década – Uma semana.
HEHEHEHE

Gessé Malmann


sábado, 20 de fevereiro de 2010

Meu primeiro roteiro?? Uauuu


Bem, meu primeiro roteiro, filmado.
Tenho alguns poucos, que conto com os dedos de uma mão. Deito na cama..e lá vem uma estória maluca. Pego minha câmera fotográfica e gravo. Geralmente assim. Idéias malucas, estórias engraçadas! É isso que tem passado na minha cabeça ultimamente. Também acho que o nosso filme...agora com nome!!! Estórias de microondas, tava precisando de algo mais absurdo, engraçado e porque não, exagerado!
Esse roteiro é isso...um cara absurdo que imagina estar comendo a frentista que o atende no posto de gasolina. Simples..e rápido, como um microondas!
E a propósito foi muito divertido!!!

Por Débora Vecchi

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

rapidinha



No final do ano passado (já nem me lembro exatamente a data) rodamos mais um curtinha para o nosso longa (esse foi bem curtinho mesmo, editado deve ficar com um muito no máximo. É um episódio cômico pra dar uma quebrada no gelo das outras estórias, a idéia/roteiro/pira veio da Débora, é uma piada filmada.
Não tenho muito que dizer a respeito dele, apenas que foi filmado no melhor “estilo guerrilha”, (produzi, dirigi e fotografei o curta e a Débora e o Gessé conseguiram seus próprios figurinos) e foi divertido.


Bruno de Oliveira
(diretor)


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

ai vai o vídeo da gravação de áudio no "Estúdio 8 sons".



próximo post --> fotos da gravação do fim de semana.

até

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

divertido

Nessa segunda-feira que passou voltamos ao estúdio "8 sons" do Rogério Naressi para gravar alguns "ruídos" para complementar a edição de um dos curtas do longa de curtas (maldito nome provísório). Esse curta será composto por uma trilha de áudio composta de uma colagem de trechos de frases resultantes de um jogo de perguntas e respostas que fizemos entre a Débora e o Gessé. A gravação das perguntas e respostas já tinha sido divertida, mas a gravação dos sons complementares foi demais. O tom da primeira gravação ficou meio "entrevista" e o Rogério disse que precisava de falas com nuances diferentes. Então fomos para o estúdio e gravamos risos, choros, brigas e gritarias em geral, foin uma loucura, muito divertido.
em breve fotos e vídeos dessa gravação.

Bruno de Oliveira

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Simbologia no longa de curtas

Então, de repente nessa manhã me peguei pensando no filme que estamos produzindo e cheguei a questão FUNÇÃO dos personagens, Significado. O quê cada curta está dizendo e/ou significando?

Bom, o primeiro deles, mostra um personagem masculino que não sabe lidar com a mulher, ele parece ser pouco ativo em sua vida social enquanto ela é bastante agitada e se expõe bastante... No segundo novamente o personagem masculino está fugindo de assumir responsabilidades enquanto a mulher é sobrecarregada a tomar decisões e manter a ordem... No terceiro, ela novamente se põe na posição ativa tentando desperta-lo enquanto ele quer se manter na inércia por provável rancor de sua situação física...
Dessa forma, os três curtas estão retratando um painel contemporâneo onde o Homem se põe numa situação cômoda sem se posicionar em relação ao mundo enquanto a Mulher busca tomar a frente das ações, tantas que seu fator emocional se mostra sempre frágil a ponto de estourar... Bem rudemente, seria um painel onde os homens são uns bananas e as mulheres um trem desgovernado...

Certo ou errado, acho que os filmes estão muito bem colocados porque não tomam frente nessa discussão, eles apenas retratam sem focar na guerra dos sexos, mas importando-se em discutir a relação humana independente dessas características, o caráter está ali, faz parte dos personagens mas a discussão se preocupa com a Ação deles em torno do que o mundo lhes impõe.

Em geral, a Fuga é um ingrediente muito presente nas relações atuais, porque não sabemos como consertar as coisas, provavelmente por uma fragilização emocional ampla diante das dificuldades de atenção ao outro e a si; os roteiros que estamos trabalhando colocam os personagens nesse limite possibilitando ou não a fuga e é essa situação crítica que cria empatia às histórias.


Gessé Malmann

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

post coletivo

Segunda-feira à tarde, estou (Bruno)aqui na casa da Débora e do Rosano. Estamos nós três mais o Cleydson conversando sobre o futuro do nosso "longa de curtas". A Débora apresentou 3 idéias muito boas e que farão parte dos próximos episódios, eu também apresentei algumas idéias que serão aproveitadas, rsrs. Estamos pirando em questões estéticas, temáticas, e aleatórias... esse é uma post coletivo e cada um dos presentes vai escrever algumas palavras.

Cleydson:
Acompanho o blog faz algum tempo, lendo as reflexões e conversando com a galera da equipe, assim, ao léo. Dentro da roda a discussão é quente. Até porque, pelo que acompanho aqui, como falar do relacionamento a dois sem estar na própria questão? Toda comunicação, é uma relação. Você e ela(ou ele), você e algo, você e seus próprios pensamentos... Dúvidas à parte, o prazer de dividir experiÊncias... Viva os relacionamentos!!!!

Débora:
Discussão quente aqui em casa!! Bruno apareceu de surpresa, e cleydson que já é de casa, foi convidado a participar da nossa conversa. Idéias de outros curtas foram o centro da nossa "reunião", rsrsrs. Eu tenho pensado muito no longa esses últimos tempos. Quase toda noite que deito na cama, PLIM! Uma luz aparece! rsrsrrs. Tive várias idéias enquanto tentava dormir. E como o Bruno disse, iremos usar nos próximos capítulos dessa novela!
Agora estamos aqui na sala falando sobre nossos relacionamentos...todas as nossas conversas sobre o longa acabam nessa mesma conversa: nossos relacionamentos. O pior é que eu sou a única mulher aqui! AAAAAAAHH!

Rosano:
então.. eu estava formatando o computador.. derepente o Bruno apareceu e começou uma reunião.. fiz umas fotos e vou voltar pra concluir minha formatação.rs

Bruno:
Sou o último a escrever... Saio dessa conversa bem animado, estávamos num momento meio "bad" dessa produção mas agora apareceram algumas luzes. Problemas "emocionais" e "financeiros" estavam nos assolando, para os financeiros que influenciam na realização do filme surgiram possíves soluções, e os problemas emocionais que não se resolveram acabam virando matéria-prima para nossas estórias. Decidios assumir que somos um filme INDEPENDENTE e vamos partir para um lance de estética mais crua em alguns episódios e também pegar mais pesado nas situações abordadas. Queremos meter o dedo nas feridas cada vez mais fundo, rasgar a pele, furar a carne, quebrar o osso até chegar na alma... dessas personagens e também na nossa.

Ps.: Gessé, sentimos sua falta...rs, manda o seu alô daí!!!

Bruno(diretor), Debora(atriz), Rosano(fotógrafo) e Cleydson(amigo)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O NOME DO LONGA!!!

Oi galera da equipe?!
E aí, prontos para gravarmos o próximo curta do longa?
Breve breve, notícias sobre o roteiro, preparação dos atores, gravações e muito mais.
E queria deixar aqui minha indignação por nosso longa ainda não ter um NOME!
Então, aí vai uma oportunidade pra vc que nos acompanha, dê sua sugestão, solte a imaginação e deixe aqui sua idéia de um NOME para esse nosso longa.
Até.

Débora Vecchi

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Tá quente!!!

Foi uma delícia. A gravação desse próximo curta já começou. E começou quente!!! Gravamos apenas o áudio..basicamente perguntas e respostas.

Pra mim é sempre um prazer dizer tudo que penso, que sinto, principalmente quando o assunto é relacionamento.

Desde a adolescência, o primeiro beijo, a primeira transa, sempre gostei de falar no assunto. O assunto “a dois”.

No início da gravação...um frio na barriga! Eu não sabia o que o Gessé iria me perguntar...mas quando veio a primeira pergunta, eu logo me soltei, já estava em casa!

As perguntas viam do Bruno e do Gessé. Estávamos só nós três e o Rogério, que fará o milagre de editar o áudio de 1h para 7 minutos.

Foi uma experiência divertida. Eu falando até o que não devia!!! E o Gessé meio cauteloso e tímido nas respostas, mas sempre falando a verdade (eu acho!)

A intimidade entre a gente aumentou, também pudera! cada pergunta cabeluda! srsrsr . Esse “jogo da verdade”, trouxe a oportunidade de entendermos um ao outro um pouco mais.

Nada como a verdade nua e crua!!! rsrsrsrsr


Débora Vecchi

sábado, 26 de setembro de 2009

REL.AÇÃO

Voltando a planejar a seqüência de gravações, nos encontramos para resolver nosso próximo roteiro... Uma das questões que começa a aparecer é qual o nome pode ter o filme. Sugestões aqui e ali, mas nada muito preciso ainda... Então a gente vai viajando na conversa e começamos a expor opiniões e experiências a respeito de relacionamento.
Se tem uma coisa fundamental no trabalho do ator, entre tantas coisas, a Relação Humana é uma das mais recorrentes no estudo para o trabalho, e isso não é nem um tema específico ele simplesmente é inerente a função. Disso eu já percebi que jogar, combater, adaptar são ações muito correlatas ao desenvolvimento de uma relação, e o principal do tema é que relacionar-se com alguém, com tudo, com o meio, exige Ação, exige Esforço contínuo, porque a ligação entre as pessoas tende sempre ao Medo. Falhar com alguém dói. Ceder exige desprender-se de egoísmo e vaidade; então muitas vezes é preferível fugir do medo, da dor e manter o ego, porque isso é APARENTEMENTE mais fácil e seguro, mas o resultado é a manutenção de relacionamentos frágeis e rasos. Eu não deixo de ser tímido e medroso nas minhas relações, mas tenho melhorado bastante, principalmente depois de manter um relacionamento por longo tempo. É tem coisas que fazem parte do gene de cada um.
Investigar e mostrar doses homeopáticas de relacionamentos é o nosso objetivo com esse longa formado de curtas... Então nos interessa principalmente o momento presente, o jogo, o combate entre os personagens naquele momento. Não estamos contando uma História, estamos expondo Relações.


Gessé Mallmann (ator)
VOLTAMOS!!!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Stand by...

Escrevo esse post para dar satisfações aos leitores desse blog.
Sim; o longa de curtas continua em stand by, mas é por um bom motivo. Muito trabalho!!!
O segundo curta já está montado. Fiquei satisfeito, o tratamento de arte e fotografia ficou muito bom, seguindo a idéia de uma estética diferente para cada curta. Já na edição não mudamos muito de estilo do primeiro curta pra esse, culpa minha... A edição acabou seguindo a lógica do corte invisível, o Christopher até tentou montar de uma forma mais experimentosa, mas acabei optando por montar como estava na minha cabeça desde o set. A verdade é que filmo sabendo exatamente como vou montar (bom ou ruim? Não sei, é questão de estilo...), o fato é que se eu quiser fazer um filme mais experimental terei de filmá-lo para sê-lo.
Voltando ao assunto da nossa loooooonga pausa.
Pra variar estou envolvido em mais projetos do que tenho tempo de filmar, não estou reclamando, na verdade essa longa pausa, mesmo que meio obrigada, tem o seu lado bom. Esse “banho Maria” do longa de curtas tem servido para que eu reflita sobre vários aspectos da direção e do filme como um todo. Por exemplo, na questão da direção de atores. Eu, Gessé e Débora conversamos sobre o meu método (ou a falta dele), sobre o método deles, sobre o método Fátima Toledo e sobre a ausência de qualquer método. Essas conversas vão influenciar a nossa maneira de trabalhar daqui pra frente, acho que chegaremos a um método nosso, próprio para esse filme. Eles cedem um pouco, eu cedo um pouco e assim vamos caminhando.
Outra decisão importante que tomei é quanto ao conteúdo dos roteiros escolhidos. Eu estava optando por roteiros menos transgressores, evitando tabus e preferindo estórias que não contivessem cenas exageradas de sexo ou violência. Estava fazendo isso principalmente pensando na classificação indicativa do filme, mas cheguei à conclusão de que não posso me deixar influenciar por isso. “Estamos fazendo um longa metragem independente porra!” Não estamos fazendo um filme de “sessão da tarde”, estamos fazendo um filme que pretende retratar as relações humanas, em suas mais variadas formas, e para essa tarefa ser bem sucedida temos de mostrar os dois lados da moeda, ou como costumam dizer por aí: “botar o pau na mesa”.


Bruno de Oliveira (diretor)